quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Qual a importância dos vereadores?

Nos últimos dias muito se falou sobre a necessidade, ou não, do aumento do número de vereadores, que foi aprovado pelo Congresso Nacional. Em Maringá passaria de 15 para 23.

Aqui, outro assunto que tomou conta do noticiário foi o relatório apresentado pelo Observatório Social com conclusões que geraram reação por parte dos edis, sentindo-se diminuídos em sua importância.

Segundo estudos efetuados pela ONG, o trabalho legislativo da Câmara de Maringá é pouco produtivo e está em desacordo com o próprio Regimento Interno, ao priorizar indicações e requerimentos de interesse individual, quando estes só são previstos para casos de interesse público.

É certo que a quase totalidade da população é contra o aumento do número de cadeiras no legislativo e muitos têm sérias dúvidas sobre a importância e utilidade especialmente das Câmaras Municipais.

Há raras exceções, mas podemos concluir que os nossos representantes pouco fazem das suas funções legais, que são propor e votar leis de interesse público, fiscalizar a correta aplicação de recursos orçamentários e as atividades administrativas do Executivo e de assessoramento, sugerindo ao Prefeito e Secretários medidas que interessem aos todos os contribuintes.

O que notamos é que há uma estrutura muito grande e cara para que a maioria faça papéis que caberiam a presidentes de associações de bairros, secretarias municipais e ao cidadão, individualmente.

Fazer indicações sugerindo corte de árvores, limpeza de bueiros e requerimento perguntando sobre programação de obras, interferir para obtenção de consultas e internamentos não são atribuições do vereador.

A Câmara não pode substituir a Ouvidoria do Município e outras secretarias, especialmente a de Serviços Públicos, que tem muitos funcionários e comissionados para tanto.

O mais grave é a falta de independência em relação ao Executivo. Já ouvimos o líder do prefeito dizer que projetos de iniciativa da prefeitura, quase sempre em regime de urgência, sem tempo para uma melhor análise pelos poucos vereadores que se interessam por isso, são indiscutíveis e precisam de aprovação, pois representariam a maioria da população. Errado. Se fosse assim, não precisaria da Câmara. Bastaria um Decreto.

Falta de fiscalização e auditoria nas licitações e contas públicas é outra grande distorção que acaba fazendo com que o Observatório Social faça o papel da Câmara, precariamente.

O que fazer para mudar este estado de coisas? Tenho uma opinião radical. Sugiro que o legislativo seja dividido em dois blocos, o dos vereadores legisladores e o dos fiscalizadores.

Em Maringá, poderíamos ter 10 legisladores, eleitos nos moldes atuais, e 5 fiscalizadores que seriam escolhidos dentre os cidadãos sem vinculação partidária, com formação superior, em qualquer nível, maiores de 35 anos, que passassem por uma prévia seleção (prova de conhecimentos elaborada pela Justiça Eleitoral) e demonstrassem preparo técnico para a função.

Seriam selecionados 50, por exemplo, que concorreriam pelo voto dos eleitores. Esses teriam uma carga horária de 30 horas semanais, dedicação exclusiva e fiscalizariam todos os atos do Executivo e dos vereadores legisladores, prestando contas ao MP, com quem atuariam em parceria. Isto se aplicaria aos legislativos estaduais e federais. Um terço de deputados e senadores seriam fiscalizadores, escolhidos pelo mesmo processo.

Então: Qual a importância dos Vereadores de Maringá? Hoje são R$ 71.987,09 mensais, cada um, valor do orçamento para 2009 dividido por 12 e por 15. Claro que é uma forma irônica de dizer. Alguns poucos são importantes por sua atuação, outros representam apenas custos incalculáveis, muitos além dos R$ 71.987,09 mensais.

Fonte: odiáriomaringa.com.br

Justiça tira do cargo oito vezes mais vereadores hoje do que em 2000

A cassação de 13 vereadores em uma única tacada chacoalhou o círculo político em São Paulo na semana passada. Em meio a bate-boca, recursos e retomada de cargo, o R7 tentou saber se mais vereadores perderam a cadeira nos últimos anos, e descobriu que nunca tantos políticos foram cassados no Brasil.

Para se ter uma ideia, o número de vereadores que se elegeram em 2008 e terminaram cassados pela Justiça por corrupção eleitoral é oito vezes maior que o de vereadores cassados eleitos em 2000. Enquanto no começo da década, 15 vereadores em todo o país perderam o mandato, no ano passado esse número pulou para 119.

Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), coletados em março pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, mostram que o número de prefeitos cassados no Brasil também saltou: em 2000 foram 40 contra 119 em 2008 – um aumento de 200%.

Fonte: R7 (dito por Tvcanal13)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vereadores cassados de São Paulo vão recorrer da decisão

Corregedor da Câmara desde 2003, Wadih Mutran desligou o telefone ao ser questionado sobre a condenação

SÃO PAULO - A maior parte dos 55 vereadores paulistanos foi surpreendida ontem com a notícia de que 14 parlamentares haviam sido condenados pela Justiça. Procurados, parlamentares na lista dos que se tornaram inelegíveis por três anos disseram não temer perder o mandato e informaram que entrariam com recurso para suspender a decisão.



De fora do Palácio Anchieta, sede do Legislativo municipal, o advogado Ricardo Pita Porto fez a defesa de três cassados - Abou Anni (PV), Quito Formiga (PR) e Adilson Amadeu (PTB) - e afirmou que todos podem participar da sessão desta terça-feira, às 15 horas. "Não existe nenhum empecilho jurídico à participação nas sessões. Ao interpelar um recurso, o vereador pode desenvolver seu trabalho normalmente. E a defesa já foi feita. Agora é preciso esperar a análise do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso", argumentou o advogado.



Sobre as doações consideradas ilegais pelo Ministério Público Estadual (MPE), Porto afirma que os vereadores confiam na jurisprudência de cortes superiores. "Eles possuem boas equipes jurídicas e só aceitaram receber da AIB (Associação Imobiliária Brasileira) sabendo que, no nível federal, esse tipo de doação, de entidade sem fins lucrativos, já foi considerada legal e legítima. A alegação do MP é a de que a AIB é uma figura interposta do Secovi, o que não condiz com a realidade", acrescentou o advogado.



O advogado da AIB, Vitorino Francisco Antunes Neto, reiterou que as doações da entidade foram legais. E se queixou: "Houve cerceamento do direito de defesa. Se a AIB é parte, deveria ter sido chamada a se manifestar", declarou. "É um entendimento a meu ver equivocado, que será revertido no tribunal, mesmo porque a AIB realizou doações em 2002, 2004 e 2006 e nunca houve problema."



Porto ressaltou ainda que a decisão judicial não faz menção à perda imediata do mandato. Na visão do advogado, a cassação só seria efetivada com uma notificação oficial. Apesar de o advogado afirmar que os vereadores podem participar das sessões, ontem a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do IPTU, prevista para ocorrer das 13 horas às 18 horas, foi cancelada pelo vereador Aurélio Miguel (PR), após o anúncio das cassações.



À tarde, com a presença da imprensa em busca de informações na Câmara, poucos parlamentares foram localizados e os principais assessores políticos não estavam nos gabinetes. O vazio nos corredores da Casa numa segunda-feira foi atípico e, segundo funcionários, algumas bancadas fizeram reuniões em escritórios políticos. Na audiência pública para discutir o desenvolvimento da região do Brás, à tarde, nenhum vereador compareceu.



Defesa



Entre os cassados, foram quatro os parlamentares que falaram publicamente sobre o assunto - Carlos Alberto Bezerra (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Abou Anni (PV) e Quito Formiga (PR). Bezerra, líder da bancada do PSDB, a maior da Casa com 13 vereadores, dos quais 6 acabaram cassados, disse estar "com a consciência tranquila".



Ligado às Igrejas Evangélicas e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlos Apolinário (DEM) afirmou ter ficado estarrecido. "O promotor absolveu a AIB, mas condenou os vereadores. Se a empresa é desonesta, tem de se punir os dois lados", disse o parlamentar. "Não há base para essa decisão. Minhas contas foram aprovadas pela Justiça. E não faz o menor sentido o promotor criar um teto de 20% para pedir as condenações", completou.



Anni também questionou a decisão judicial. "Na minha visão, a fonte doadora dos recursos é legal. A AIB faz doações desde 2000. Por que esse questionamento é feito só agora? De qualquer forma, cabe a nós recorrer." Formiga teve opinião semelhante e destacou que não estava preocupado com a cassação. "Os meus advogados já estão cuidando disso", declarou o vereador, que assumiu a vaga de Marcos Cintra (PR), atual secretário do Trabalho.



Corregedor da Câmara desde 2003, Wadih Mutran (PP) desligou o telefone ao ser questionado sobre a condenação. O vice-presidente, Dalton Silvano (PSDB), não ligou de volta para a reportagem, assim como os tucanos Gilson Barreto, Adolfo Quintas e Claudinho. As assessorias de Ushitaro Kamia, Domingos Dissei e Marta Costa (do DEM) informaram que os três vão recorrer da decisão. Nenhum dos 11 vereadores do PT fez comentários públicos sobre o fato de 14 vereadores ligados à base governista de Kassab terem sido condenados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


_Política

terça-feira, 20 de outubro de 2009, 09:53 | Online

Torneio de judô festeja 30 anos de história da Associação Hirakawa

Fábrica de campeões de onde brotaram alguns dos principais judocas do estado de São Paulo e do Brasil, a Associação Hirakawa de Judô comemora neste domingo (25.10), seu trigésimo aniversário de fundação. E para festejar tão importante feito, a entidade realizará a Copa Hirakawa de Judô. Idealizado pelos filhos Fernando e Makoto Hirakawa, além da importante participação de antigos alunos, o evento, que acontecerá nas dependências do ginásio do Tênis Clube, localizado na Avenida 9 de Julho, 23, Vila Adyana, em São José dos Campos/SP, reunirá as principais equipes do Vale do Paraíba além de convidados de outras cidades do estado.

Criada em 1979 em um bairro residencial de classe média na cidade de São José dos Campos, interior paulista, a Associação Hirakawa de Judô deu início a sua saga sob as mãos fortes de seu principal protagonista, sensei Orlando Satoro Hirakawa. Ainda estudante da Faculdade de Educação Física de Taubaté, no início da década de 70, Hirakawa deu seus primeiros passos no judô sob o comando do jovem professor Odair Borges. Vindo de família humilde, Hirakawa tinha como meta criar sua própria escola de judô. E foi o que aconteceu. Nos dois primeiros anos de existência, a academia já tinha mais de 100 alunos sobre seus tatamis. Nos anos seguintes, com seguidas vitórias regionais, tornou-se a principal força do Vale do Paraíba nas categorias menores (mirim, infantil e juvenil). Em meados dos anos 80, alguns dos alunos do mestre Hirakawa já despontavam entre os melhores do estado, consolidando-se definitivamente no início dos anos 90 como um dos principais pólos de formação do judô nacional.

Nos duros treinamentos comandados pelo sensei Hirakawa, foram forjados importantes nomes da modalidade como Carlos José de Souza (campeão paulista), Milton Minoru Takahashi (campeão paulista e brasileiro) Carlos Kira Yamazaki (campeão brasileiro e medalha de bronze no Panamericano Juvenil), Marco Costa (bicampeão Sulamericano e medalha de bronze nos Jogos da Amizade/90), Carlos Bortole (medalha de bronze nos Jogos Panamericanos de Mar Del Plata/95 e ouro no Aberto dos Estados Unidos), Giovanni Cunha (campeão paulista e brasileiro), Elessandro Vaguino de Lima (campeão paulista e brasileiro), Rogério Kenji Miague (campeão paulista e dos Jogos Abertos do interior), Fulvio Miyata (vice-campeão mundial por equipes e medalha de bronze no Mundial adulto), Leandro Cunha (campeão panamericano adulto e vice-campeão da Copa do Mundo de Paris) dentre outros destaques.

Para Aurélio Miguel, campeão olímpico em Seul/88 e que está apoiando o torneio, a Copa é o merecido reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo professor Hirakawa em prol do judô brasileiro. “É indiscutível a contribuição dada pelo sensei Hirakawa à história do judô regional, estadual e nacional. Além de criar grandes campeões, ele sempre se preocupou com a formação educacional e de caráter de seus alunos. Esta homenagem é super merecida.”, disse.

Câmara Municipal comemora Dia do Jiu Jitsu

Presentes lembraram contribuição do mestre Pedro Hemetério (1923-2009) ao esporte


Por iniciativa do vereador Aurélio Miguel (PR), a Câmara Municipal de São Paulo realizou sessão solene, nesta segunda-feira (26/10), para celebrar o Dia do Jiu Jitsu.

Faixas pretas dessa arte marcial, como o professor Dida (Severino Soares da Silva), Ricardo Rovari e Wilson Carlos Batista dos Santos, foram distinguidos com certificado da Federação Paulista de Jiu-Jitsu, das mãos do seu presidente, mestre em 7º grau Otávio de Almeida Jr.

Academias também indicaram atletas a serem homenageados pelos seus professores

Durante a cerimônia, foi observado minuto de silêncio pelo falecimento em 11 de outubro de 2009 do mestre Pedro Hemetério.

“O jiu-jitsu é um esporte importante na vida dos nossos jovens, das nossas crianças e da terceira idade. É muito praticado no nosso país e é importante que a gente o fomente cada vez mais”, ressalta o vereador Miguel, que também comentou a antiga aspiração de que o jiu-jitsu seja incorporado como esporte olímpico já em 2016.

“Quando você consegue estar dentro da grade de esportes que disputam os Jogos Olímpicos, você ganha um incentivo muito grande de todos os países e a Federação se fortalece. Nós vimos agora nesses dias que o golfe e o rúgbi vão ser experimentados nos Jogos Olímpicos de Londres”, destaca.

Audiência debate projetos que incidem na matéria orçamentária

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara realizou, nesta sexta-feira (23/10), audiência pública de projetos lei que incidem na matéria orçamentária e tributária. O vereador Donato presidiu os trabalhos (PT).

“Alguns projetos de lei (PL) que são de natureza orçamentária e tributária precisam passar obrigatoriamente por audiência pública, e na medida em que passam, já podem ser analisados pelos vereadores, porque vamos anexar as notas taquigráficas desta discussão no processo que será examinado na Comissão de Finanças; desta forma, os PLs já se encontram em condição de votação”, explicou Donato



O subsecretário da receita municipal, Ronilson Bezerra Rodrigues, ressaltou a importância da sua participação no processo de análise dos projetos. “Tudo que se refere à análise tributária a secretaria de Finanças tem a preocupação de debater junto à Câmara para melhorar o referido projeto de lei”, disse.



Foram analisados na audiência os seguintes projetos:

PL 708/07, do ex-vereador Paulo Fiorilo, destina cinco por cento das despesas com publicidade para campanhas educativas, informativas ou de orientação social sobre a acessibilidade e mobilidade das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

PLO 007/07, do ex-vereador Paulo Fiorilo, acresce novos parágrafos ao art. 137 da Lei Orgânica do Município (ref. gestão do orçamento anual estar relacionada com o planejamento estabelecido no plano plurianual).

PL 004/03, do vereador Eliseu Gabriel(PSB), dispõe sobre isenção da contribuição para custeio do serviço de iluminação pública - cosip, taxa criada pela lei 13.479 de 30 de dezembro de 2002 aos contribuintes desempregados na data da sua sanção e dá outras providências.

PL 017/06, do vereador Claudio Prado (PDT), dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de agregados reciclados oriundos de resíduos sólidos da construção civil em obras e serviços da municipalidade.

PL 096/09, da vereadora Sandra Tadeu (DEM), que dispõe sobrea compensação de créditos tributários no município

PL111/06, da ex-vereadora Claudete Alves, que revoga a Lei 13.479/2002, que institui no município a contribuição para o custeio da iluminação pública.

PL 201/07, do vereador Dalton Silvano (PSDB), que dipõe sobre a renúncia e anistia a processos administrativos e judiciais da Prefeitura na cobrança de infrações da Lei 13.535/03.

PL 206/07, do vereador Aurélio Miguel (PR), que dipõe sobre a compensação pelo Poder Público entre créditos que lhe são devidos e dívidas da municipalidade decorrente de precatórios de natureza alimentar.

PL 244/07, do vereador Wadih Mutran (PP), que autoriza o Poder Executivo a estabelecer isenção do pagamento de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para as escolas e creches dirigidas à educação de alunos excepcionais.

PL 401/06, de autoria do vereador Goulart (PMDB), que concede incentivo fiscal aos patrocinadores de restauração e conservação de imóvel tombado por órgão federal, estadual ou federal.

PL 743/05, da ex-vereadora Claudete Alves, que propõe incentivo à utilização de dispositivo para penetração das águas pluviais nos calçamentos da cidade, com desconto em impostos, taxas e emolumentos municipais.

Santana Parque Shopping tem cinema e mezanino irregulares

"Segundo os técnicos da Comissão, foram construídos cinco mil metros quadrados a mais que não estão lançados", ressalta o vereador Fonseca"


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as irregularidades no lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ouviu na reunião desta segunda-feira (26/10) o representante legal do Santana Parque Shopping. Vereadores constataram irregularidades na emissão do imposto. De acordo com os parlamentares, há cinco mil metros quadrados que não estão lançados na cobrança.

Os vereadores questionaram Djalma Pereira, representante legal do estabelecimento, a respeito da construção de mezaninos que não constam no IPTU, e sobre o certificado de funcionamento do cinema, que, de acordo com a Comissão, estaria irregular.



“Foi confirmado pelo próprio representante legal que o teatro do projeto aprovado é na verdade um cinema. Teatro tem isenção de IPTU, mas cinema não. Por isso, estão irregulares quanto ao projeto e funcionamento do shopping”, ressaltou o vereador Claudio Fonseca (PPS).



O vereador Adilson Amadeu (PTB) questionou as modificações realizadas pelo estabelecimento, pois, de acordo com a assessoria técnica da CPI, os mezaninos foram construídos após a inauguração.



O vereador Fonseca explicou as irregularidades verificadas: “Quase todas as lojas edificaram, elas têm mezaninos, e não consta no IPTU. Segundo os técnicos da Comissão, foram construídos cinco mil metros quadrados a mais que não estão lançados. Acredito que no depoimento do representante ele confessa a irregularidade. Fica muito claro que edificaram muito mais do que o projeto original”, diz o vereador.



Durante a reunião, os vereadores também ouviram o diretor de imunidades e isenções, da Secretaria de Finanças, Leonardo Dias, a respeito da análise de recurso de imunidade da Faculdade Cásper Líbero. Dias explicou aos parlamentares que o processo estará concluído no dia 10 de novembro.



Participaram do encontro os vereadores Abou Anni (PV), Marta Costa (DEM), Adilson Amadeu, Wadih Mutran (PP), Claudio Fonseca, Donato (PT), Souza Santos (PSDB) e Aurélio Miguel (PR), presidente.

Vereadores querem que a lei da Operação Urbana Água Branca seja readequada

Para vereadores em vez de incentivar uma ocupação organizada, Operação vem proporcionando adensamento


A Comissão de Finanças e Orçamento realizou, nesta terça-feira (20/10), reunião extraordinária para discutir irregularidades na Operação Urbana Água Branca. Rubens Chammas, diretor de desenvolvimento e intervenções urbanas da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) foi ouvido pelos vereadores.

A Operação Urbana Água Branca foi aprovada em 1995 pela Câmara e abrange parte dos bairros da Água Branca, Perdizes e Barra Funda. O objetivo é promover o desenvolvimento urbano e melhorar a qualidade de vida dos moradores da área, promovendo a valorização da paisagem urbana e a melhoria da infra-estrutura.
“Até hoje a região não ganhou nada. Só trânsito e enchente”, criticou o vereador Paulo Frange (PTB), que desde o início do seu primeiro mandado, em 1997, se preocupa com os desdobramentos da Operação.

Rubens Chammas afirmou que inicialmente houve dificuldade em se conseguir investimentos da iniciativa privada. “A lei da Operação Urbana previa uma série de intervenções no sistema viário, sistema de drenagem e habitação social e estamos agora perseguindo isso. O principio base de uma Operação Urbana é que ela arrecade o suficiente para contratar projetos, algumas consultorias e as obras. Porém, só conseguimos recursos a partir de 2006 para a realização das propostas porque a iniciativa privada começou a “ descobrir” aquela região”, justificou Chammas.

Os vereadores desejam que a Emurb encaminhe um novo projeto de lei adequando a Operação Urbana Água Branca a novas determinações como o Estatuto das Cidades e o Plano Diretor Estratégico, além da participação popular nas decisões e da realização de estudos dos impactos ambientais.

Também participaram da reunião os vereadores Aurélio Miguel (PR), Arselino Tatto (PT), Wadih Mutran (PP) (presidente), Floriano Pesaro (PSDB) e Donato (PT).